
Ela ficou conhecida na mídia quando deixou de ser garota de programa e lançou seu primeiro livro ´O doce veneno do escorpião’, contando parte de sua história e relatando o tempo em que foi uma profissional do sexo. O assunto despertou a curiosidade do Brasil e isso lhe rendeu mais dois livros, varias participações na TV e um filme, que por semanas liderou as bilheterias do cinema nacional. Agora, Raquel Pacheco está investindo numa nova profissão: DJ. Ela viaja pelo Brasil animando as noites em pickups e recentemente esteve em Curitiba, onde respondeu uma entrevista especial para o Portal Vera Rosa. Confira!
VR – O filme foi um sucesso de bilheteria. Tem previsão de fazer um segundo filme, como aconteceu com o livro, que teve uma segunda edição?
BS - Não conversei com a produtora sobre a possibilidade de haver uma continuação do filme, mas acredito que não terá.
VR – Para quem tem curiosidade sobre os livros e ainda não os leu, explica qual a diferença de foco entre o enredo da primeira e da segunda publicação.
BS - O primeiro livro, ´O doce veneno do escorpião’, conto bastante sobre a minha vida, desde a infância até a fase durante a prostituição. O filme foi baseado neste livro apenas.
Já no segundo, ´O que aprendi com Bruna Surfistinha´, em cada capítulo, conto algo que aprendi enquanto garota de programa, aprendizados que não estão relacionados ao sexo apenas.
Tenho também o terceiro, ´Na cama com Bruna Surfistinha´, e nele há apenas dicas sexuais. Durante um ano, peguei as principais dúvidas que minhas leitoras me mandaram por e-mail e respondi neste livro.
VR – Como foi a escolha da atriz Deborah Secco para o papel de Bruna Surfistinha no cinema? Ela era a sua primeira escolha? Foram feitos muitos testes?
BS - A fase dos testes para a seleção do elenco demorou alguns meses, muitas atrizes conhecidas e outras nem tanto, participaram. Quando o elenco já estava praticamente definido, o diretor Marcus Baldini decidiu convidar pessoalmente a Deborah Secco. Ela sabia pouco sobre mim, mas leu o roteiro que já estava pronto e gostou, então topou fazer este trabalho.
Fiquei sabendo que ela me interpretaria quando já havia aceitado o papel. Fiquei muito surpresa e feliz, pois a acompanho desde ´Confissões de Adolescente´.
VR – Como você se sentiu na primeira vez que assistiu o filme, revendo parte da sua história?
BS - Eu revivi todos os momentos, tantos os ruins, como os bons também. Tive um sentimento de nostalgia muito grande. O filme retrata apenas 3 anos da minha vida, mas foram os mais intensos. Me emocionei bastante, ri em alguns momentos e quando ele acaba e mostra por escrito o desfecho, desabei e não consegui controlar as lágrimas.
VR – Você lançou uma loja virtual de produtos eróticos para mulheres, a Bolsa Erótica, porque a idéia de vender produtos apenas femininos?
BS - O Bolsa Erótica é um dos meus grandes projetos. Em junho, a loja ficará completa, pois eu e minha sócia estamos terminando de definir como será nosso catálogo de produtos. Decidimos que venderemos apenas produtos para mulheres porque o meu público é feminino, mas os homens são beneficiados de uma maneira indireta.
VR – A partir de quando começou seu trabalho como DJ e como você percebeu que curtia animar as pistas de dança?
BS - Tive uma fase na qual era extremamente baladeira, pois saia para dançar todas as noites, e foi nesta época que minha admiração começou pelo mundo das pick-ups. Fiquei com vontade de aprender a discotecar, até que certa noite fui à cabine do Dj, fiquei surpresa com tantos botões e me desanimei. Passei alguns anos sem pensar mais nisso.
Em dezembro, fui com o meu marido no bar de um amigo nosso, lá comentei por um acaso que houve uma época que quis ser Dj e este amigo me incentivou, disse que eu tinha que tentar, pois tinha muito a ver comigo. Em janeiro, me tornei Dj residente deste bar, o At Nine, fui aprendendo na prática com um outro Dj, percebi que era isso mesmo que eu queria e resolvi investir em um curso numa escola aqui em São Paulo.
O que era para ser apenas um hobby tornou-se um trabalho em pouco tempo. Tenho sentido muito prazer com isto e já estou planejando fazer um curso de produção musical. Um dia quero tocar apenas músicas criadas por mim.
VR – O que não pode faltar no seu setlist?
BS - O que não pode faltar no meu set são músicas dos anos 80 em versões remixadas.
VR – Aproveitando que estamos chegando perto do dia dos namorados, qual a dica, para apimentar o relacionamento, que você dá para os leitores do site Vera Rosa?
BS - Os homens precisam aprender a investir mais no momento das preliminares, que é importante para as mulheres. Quando nós percebemos que o parceiro está se preocupando com o nosso prazer, nos sentimos mais confortáveis e consequentemente, muitas vezes sem perceber, ficamos mais assanhadas. Melhor ainda se tivermos nosso primeiro orgasmo durante as preliminares!
Saber fazer um bom sexo oral na mulher, também faz toda a diferença. Infelizmente, nem todos os homens sabem e pecam ao ter vergonha de perguntar à parceira de qual maneira o oral a agrada mais, em qual região específica e com qual intensidade.
As mulheres não podem esquecer que eles se excitam muito com o que vêem, então investir em uma lingerie sexy e que as fazem se sentir atraentes, nunca é demais. Não é necessário saber fazer um striptease de cinema, mas provocar o homem antes de partir para o sexo, faz qualquer um pirar. Eles gostam de ser provocados e adoram ver que a mulher está se exibindo e mostrando os caminhos que sentem mais prazer.
Outra dica é que todas as mulheres deveriam aprender a arte do pompoarismo. O prazer com o pompoar é mais intenso não apenas ao nosso parceiro, mas à nos também.
Publicado no site Vera Rosa em maio de 2011.